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title: "Chakras na Visão Espírita"
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description: "Chakras: o que são os centros de força, como funcionam e sua relação com a mediunidade e o equilíbrio energético. Guia completo na perspectiva espírita."
date: "2026-03-18"
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# Chakras na Visão Espírita

Chakras: o que são os centros de força, como funcionam e sua relação com a mediunidade e o equilíbrio energético. Guia completo na perspectiva espírita.


Os **chakras**, também chamados de **centros de força** na literatura espírita, são pontos energéticos localizados no [perispírito](/glossario/perispirito/) que regulam a absorção, transformação e distribuição de energias vitais pelo organismo. O conceito, originário das tradições hinduístas, foi incorporado ao estudo espírita por meio das obras psicografadas por [Chico Xavier](/glossario/chico-xavier/) e se tornou referência para a compreensão do funcionamento energético do ser humano na perspectiva da [mediunidade](/glossario/mediunidade/).

## Origem do Conceito

A palavra "chakra" vem do sânscrito e significa "roda" ou "disco", referindo-se ao movimento rotatório que esses centros energéticos realizam ao captar e distribuir energia. Na tradição hinduísta, os chakras são descritos nos textos védicos há milhares de anos, sendo elementos centrais da prática do ioga e da medicina ayurvédica.

Na Índia antiga, os sábios descreviam os chakras como vórtices de energia localizados ao longo da coluna vertebral, desde a base até o topo da cabeça. Cada centro possui características, cores, sons e funções específicas, e sua harmonia é considerada essencial para a saúde integral do ser humano.

## Os Chakras na Literatura Espírita: A Perspectiva de André Luiz

No Espiritismo, o estudo dos centros de força ganhou destaque com as obras do espírito André Luiz, psicografadas por Chico Xavier. Especialmente em *Missionários da Luz* (1945) e *Evolução em Dois Mundos* (1959), André Luiz descreve sete centros de força principais no perispírito humano, correlacionando-os às glândulas endócrinas do corpo físico.

André Luiz utiliza a denominação "centros de força" em vez de "chakras", estabelecendo uma terminologia própria da literatura espírita. Sua abordagem cria uma ponte entre a sabedoria oriental milenar e a compreensão espírita do ser humano como espírito encarnado, dotado de um corpo físico, um perispírito e uma essência espiritual.

## Os Sete Centros de Força Principais

Segundo André Luiz e a tradição espírita, os sete centros de força principais são:

**Coronário (Sahasrara)** — Localizado no topo da cabeça, está ligado à glândula pineal. É considerado o centro mais importante, pois supervisiona todos os demais e conecta o espírito encarnado às esferas superiores do [plano espiritual](/glossario/plano-espiritual/). Sua cor associada é o violeta ou branco. É o portal da espiritualidade, da conexão com o divino e da recepção de inspirações elevadas.

**Frontal ou Cerebral (Ajna)** — Situado na região entre as sobrancelhas, ligado à glândula hipófise (pituitária). Relaciona-se à percepção extrafísica, à [intuição](/glossario/intuicao/) e às faculdades mediúnicas, especialmente a [clarividência](/glossario/clarividencia/). Sua cor é o índigo ou azul profundo. Este centro é frequentemente chamado de "terceiro olho" e desempenha papel fundamental no desenvolvimento mediúnico.

**Laríngeo (Vishuddha)** — Na região da garganta, vinculado à glândula tireoide. Governa a comunicação, a expressão e a criatividade. Sua cor é o azul claro. No contexto mediúnico, está relacionado à [clariaudiência](/glossario/clariaudiencia/) e à capacidade de transmitir mensagens espirituais por meio da voz, como na [incorporação](/glossario/incorporacao/).

**Cardíaco (Anahata)** — Na região do coração, ligado ao timo. É o centro dos sentimentos, das emoções nobres, do amor e da compaixão. Sua cor é o verde ou rosa. André Luiz destaca que este centro é fundamental para a qualidade das relações afetivas e para a capacidade de amar desinteressadamente.

**Gástrico ou Solar (Manipura)** — Na região do estômago, ligado ao pâncreas e às suprarrenais. Relaciona-se à vitalidade, à digestão energética e ao poder pessoal. Sua cor é o amarelo. Este centro processa grande parte da energia absorvida dos alimentos e do ambiente.

**Esplênico (Svadhisthana)** — Na região do baço, responsável pela absorção e distribuição dos [fluidos vitais](/glossario/fluido-vital/). Sua cor é o laranja. André Luiz descreve este centro como fundamental para a vitalidade do organismo, atuando como uma usina de captação de energia cósmica.

**Genésico ou Básico (Muladhara)** — Na região da base da coluna vertebral, ligado às gônadas. Relaciona-se à energia criativa, à sexualidade e à sobrevivência. Sua cor é o vermelho. É a sede da energia kundalini na tradição hinduísta e o fundamento energético de todo o sistema.

## Como os Chakras se Relacionam com a Mediunidade

Os centros de força desempenham papel central no exercício da mediunidade. Cada faculdade mediúnica está mais diretamente ligada a determinados chakras:

- A [clarividência](/glossario/clarividencia/) relaciona-se ao centro frontal
- A [clariaudiência](/glossario/clariaudiencia/) relaciona-se ao centro laríngeo
- A [intuição](/glossario/intuicao/) mediúnica conecta-se ao centro coronário e frontal
- A [incorporação](/glossario/incorporacao/) envolve principalmente os centros coronário, frontal e laríngeo
- A [psicografia](/glossario/psicografia/) mobiliza os centros cerebral e laríngeo
- A percepção da [aura](/glossario/aura/) relaciona-se ao centro frontal

O desenvolvimento equilibrado dos centros de força é considerado essencial para o exercício seguro e produtivo da mediunidade. Desequilíbrios podem resultar em percepções distorcidas, vulnerabilidade a influências espirituais negativas ou esgotamento energético.

## Chakras Equilibrados versus Bloqueados

Quando os centros de força funcionam harmoniosamente, a pessoa experimenta saúde física, equilíbrio emocional e clareza mental. Os sinais de chakras equilibrados incluem vitalidade, serenidade, capacidade de amar e se comunicar com autenticidade, e conexão saudável com a espiritualidade.

Já os desequilíbrios podem se manifestar de diversas formas:

- **Coronário bloqueado:** desconexão espiritual, sensação de vazio existencial, materialismo excessivo.
- **Frontal bloqueado:** dificuldade de concentração, confusão mental, resistência à intuição.
- **Laríngeo bloqueado:** dificuldade de expressão, medo de falar, problemas na tireoide.
- **Cardíaco bloqueado:** dificuldade de amar, mágoas acumuladas, frieza emocional.
- **Gástrico bloqueado:** ansiedade, problemas digestivos, baixa autoestima.
- **Esplênico bloqueado:** fadiga crônica, baixa vitalidade, dificuldade de absorver energia.
- **Genésico bloqueado:** problemas relacionados à sexualidade, medo, insegurança.

## Técnicas para Harmonização dos Chakras

Diversas práticas contribuem para o equilíbrio dos centros de força:

**Passe espiritual** — O [passe](/glossario/passe-espiritual/) é a principal ferramenta utilizada nos [centros espíritas](/glossario/centro-espirita/) para a harmonização dos centros de força. O passista, orientado por espíritos benfeitores, canaliza energias curativas que atuam diretamente sobre os chakras do assistido.

**Prece e meditação** — A [prece](/glossario/prece/) sincera e a meditação elevam a vibração dos centros de força, especialmente o coronário e o cardíaco, promovendo a conexão com as esferas superiores.

**Reforma íntima** — O trabalho contínuo de autoperfeiçoamento moral é, segundo a doutrina espírita, o fator mais profundo e duradouro para a harmonização dos centros de força. Sentimentos como o amor, a compaixão, o perdão e a gratidão atuam diretamente sobre o equilíbrio energético.

**Contato com a natureza** — Ambientes naturais são ricos em fluidos vitais que revitalizam os centros de força, especialmente o esplênico.

**Exercícios respiratórios** — A respiração consciente auxilia na movimentação e na distribuição de energia pelos centros de força.

## Chakras na Tradição Hinduísta versus na Visão Espírita

Embora ambas as tradições reconheçam sete centros principais, há diferenças importantes de abordagem. Na tradição hinduísta, o foco está no despertar da kundalini — a energia adormecida na base da coluna — por meio de práticas específicas de ioga. O objetivo é a iluminação espiritual através da ascensão dessa energia por todos os chakras.

Na visão espírita, o enfoque recai sobre o equilíbrio moral e a reforma íntima como caminhos para a harmonização dos centros de força. André Luiz não recomenda práticas forçadas de ativação energética, enfatizando que o desenvolvimento dos centros de força deve ser natural, gradual e acompanhado de evolução moral.

A diferença fundamental é que o Espiritismo integra o estudo dos centros de força ao contexto da [reencarnação](/glossario/reencarnacao/), da [lei de causa e efeito](/glossario/lei-de-causa-e-efeito/) e do progresso espiritual contínuo, enquanto a tradição hinduísta os situa em seu próprio sistema filosófico e religioso.

## Termos Relacionados

Para complementar o estudo sobre os chakras na visão espírita, consulte também: [perispírito](/glossario/perispirito/), [aura](/glossario/aura/), [fluido vital](/glossario/fluido-vital/), [passe espiritual](/glossario/passe-espiritual/), [mediunidade](/glossario/mediunidade/), [clarividência](/glossario/clarividencia/), [clariaudiência](/glossario/clariaudiencia/), [corpo astral](/glossario/corpo-astral/) e [cura espiritual](/glossario/cura-espiritual/).
